5 verdades sobre jejum intermitente

Especialista em nutrição otimizada esclarece algumas dúvidas sobre o jejum intermitente que as pessoas precisam saber

A todo momento, surgem “fórmulas mágicas” para perder peso que são tidas como novidades. No entanto, existe uma prática antiga e esquecida por muitas pessoas: o jejum intermitente. Segundo o especialista em nutrição otimizada Rodrigo Polesso, criador do programa Emagrecer de Vez e que há 7 anos se dedica a pesquisas sobre perda de peso, quando as pessoas fazem o jejum intermitente elas permitem que o corpo tenha tempo de digerir os alimentos de forma correta. “Ao fazer o jejum intermitente, seu corpo começa a queimar a energia alimentar armazenada, que é o açúcar e a gordura. Do contrário, se você sempre está comendo, seu corpo não terá tempo para queimar essa energia”, explica o especialista.

Porém, essa prática ainda gera muita dúvida entre as pessoas. Para esclarecer algumas questões, Rodrigo listou 5 verdades sobre o jejum intermitente que ajudam a mostrar que essa prática é algo simples e traz diversos benefícios à saúde:

  1. Jejum Intermitente não é dieta

Segundo Rodrigo, ao contrário do que muitas pessoas pensam, jejum intermitente não corresponde a nenhum tipo de dieta. “Por definição, Jejum Intermitente não é uma dieta, e sim uma prática de não comer. Dieta seria o que você faz nos momentos em que você come”, ressalta. O especialista explica que existem alguns protocolos de jejum intermitente, como o de 12h, o de 16/8, de 24h, 36h e outros. “O protocolo de 16/8 é o que eu mais gosto e tendo a recomendar porque é muito fácil de se fazer no dia a dia, pois você faz todas suas refeições dentro de uma janela de 8 horas por dia e passa 16h sem comer no total”, ensina. Rodrigo alerta que a prática não tem nenhuma contraindicação, mas o ideal é fazer o jejum com acompanhamento médico, pois conforme ele explica para começar o jejum intermitente a saúde da pessoa precisa estar em dia.

  1. Ajuda a reciclar as células mortas

Neste ano, o cientista Yoshinori Ohsumi recebeu o prêmio Nobel de Medicina e Fisiologia por grandes descobertas sobre o mecanismo de autofagia, o qual explica o processo de renascimento das células quando as pessoas estão em jejum.  Nos seus estudos, o cientista relevou que os problemas nesse mecanismo de autofagia estão ligados diretamente com o surgimento de doenças como Parkinson e diabetes tipo 2. Assim, conforme Polesso explica, o jejum intermitente também contribui para cuidados com a saúde, prevenindo doenças que chegam com o envelhecimento. “Muitos estudos, como o do cientista Ohsumi, comprovam que a autofagia é uma estratégia de neuroproteção do envelhecimento e doenças neurodegenerativas”, ressalta.

  1. Atua para solucionar a maior causa de ganho de peso

Rodrigo conta que muitas pessoas estão preocupadas com a quantidade de calorias existentes na alimentação, mas revela que a grande causadora de ganho de peso é a insulina. “Existe um problema em comum com as calorias, já que algumas coisas que contêm calorias aumentam a insulina, mas não é algo proporcional, por exemplo, existem alguns alimentos, como o pão branco, que tem somente uma certa quantidade de calorias, porém aumenta bastante a insulina. Já a manteiga, possui a mesma quantidade de calorias, mas a sua insulina não aumentará”, explica. Ele ressalta que o que realmente importa é como o corpo reage à insulina. “O armazenamento de gordura é resultado de um problema hormonal e não calórico”, revela o especialista.

  1. Não causa perda muscular

O especialista esclarece que alimentação e exercícios são coisas completamente diferentes. “Alimentação correta é um estilo de vida alimentar baseado no consumo correto e estratégico de alimentos”, revela. Ele ainda completa que esse tipo de alimentação correta ajuda a acabar com a gordura, já os exercícios tonificam e constroem músculos. Assim, ele aconselha que, se a pessoa está preocupada com os músculos, ela deve exercitar-se, mas se a preocupação é com a gordura, a pessoa deve cuidar da alimentação. Ele conta que os estudos mostram que o jejum intermitente não provoca perda muscular até mesmo nos casos mais longos. “Percebemos que o corpo aumenta a secreção do hormônio do crescimento à medida que o jejum se prolonga”, ressalta.

  1. É adaptável e esporádico

Rodrigo revela que o jejum intermitente não é algo que precisa ser adicionado para o resto da vida. “Você pode fazer o jejum intermitente quando quiser e onde quiser”, declara. O especialista conta que mesmo se a pessoa seguir algum tipo de dieta especial, não comer carne ou for intolerante a glúten, por exemplo, ela pode encaixar o jejum intermitente a qualquer momento. “Não importa qual dieta você segue, se estiver com a saúde em dia você pode fazer jejum intermitente”, finaliza.

 

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