Paçoca, o Gatto por trás da campanha pela liberação do transporte público aos animais

Há cinco anos, Simone Gatto vem lutando na justiça pela liberação do transporte público para animais (trens, metrôs e ônibus intermunicipais). Tudo começou quando sua cadelinha, Barbie, teve câncer e Simone, que não tem carro, precisou fazer nela um longo tratamento, para tentar curá-la – ou ao menos amenizar suas dores e lhe dar qualidade de vida. Depois, surgiu em sua vida o Paçoca Gatto, um dócil gatinho paraplégico. Em seguida, o Thor, outro bichano ‘especial’ – nasceu com lábio leporino, uma narina só e caolho. E, por último, o Neguinho, um miau que também tem as patinhas traseiras paralisadas. É, parece que o sobrenome de Simone (Gatto) não é por acaso!

 

Segundo ela, essa é uma luta árdua, pois os animais não têm direito a nada, nem mesmo a um tratamento digno na hora em que mais precisam de nós. “Já percorri todos os meios legais tentando encontrar uma saída, e descobri que somente pressionando os deputados a votarem em regime de emergência um projeto de lei já existente, conseguiremos amenizar o sofrimento de milhares de animais”, conta. Há poucos dias, o Paçoca teve sua saúde colocada em risco, pois após uma sessão de acupuntura ela expulsa do metrô, tendo que utilizar o ônibus, que aliás, só é permitido das 10 h às 16 h, horário que ela considera insuficiente. “Em uma viagem de metrô, estaria em minha casa em 30 minutos e de ônibus demorei duas horas, em um calor de 40 graus. Então, que espécie de ser humano eu seria, se não lutasse por meus animais? Só queremos tratar nossos pets com dignidade na hora em que mais precisam de nós, que é a hora da enfermidade”, diz.

Simone explica que o encontro, que aconteceu  na Av. Paulista, no vão livre do MASP, teve o objetivo de divulgar a campanha #somostodospaçoca, uma luta pela liberação do transporte público de animais, e de, mais uma vez, cobrar dos deputados uma votação rápida em um projeto de lei que permitirá transportar os bichinhos por esses meios. “Somos milhares, ansiando por esta mudança. Temos um abaixo-assinado com 60 mil assinaturas e durante a manifestação de ontem conseguimos a adesão de outras três mil pessoas”, comemora. Essa campanha já se tornou nacional, tendo em vista que a maioria dos Estados não permite que se leve animais dessa forma. “Gostaríamos que mais gente nos auxiliasse a salvar milhares de animais, ajudando a divulgar e cobrar esse nosso pedido”, completa. Ela conta que o governador, Geraldo Alckmin, com quem se encontrou há um ano e meio atrás, prometeu mudar isso muito rápido, pois sabe da importância dessa liberação. “No entanto, até agora nada aconteceu!”, lamenta.

 

A tutora do Paçoca pergunta até quando vamos aceitar esses desmandos em relação aos animais e quantos mais terão que morrer antes de mudar essa lei. “Tenho três animais deficientes que precisam desses meios de transporte no mínimo duas vezes por semana”, conclui.

 

Atualmente, cerca de 300 artistas e personalidades estão apoiando a campanha, deixando-se fotografar com o Paçoca e postando as fotos nas redes sociais com a hashtag ‘somos todos Paçoca’.

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