Reconstrução de mama ajuda pacientes com a recuperação da autoestima

Para o cirurgião plástico Alexandre Audi, o procedimento resgata o maior símbolo de feminilidade

Infelizmente, o câncer é um mal que atinge milhões de mulheres no mundo inteiro. O câncer de mama, depois do de pele, é o tipo mais comum e responde, no Brasil, segundo o Inca, por, aproximadamente, 25% dos casos novos a cada ano. O órgão estima que, em 2016, sejam mais de 57 mil atingidas. Sempre restam sequelas nas mulheres que vencem o câncer. Algumas precisam retirar um seio inteiro, ou os dois ou parte deles. A reconstrução mamária as ajuda a recuperar sua autoestima e continuar suas vidas conscientes de que venceram essa batalha contra o câncer.

“A reconstrução mamária visa a total reparação do paciente, física e psicologicamente”, pontua o cirurgião plástico Alexandre Audi. “Inclusive, a outra mama não acometida, precisa ser vista com muita atenção e cuidado para haver a maior simetria possível. Por isso, utilizo várias técnicas da cirurgia plástica reconstrutiva, que restauram a mama, levando-se em conta a forma, a aparência e o tamanho após a mastectomia”, acrescenta.

Ele também esclarece que a reconstrução mamária não é forçada nem obrigatória, mas, sim, um desejo da paciente. “Com a reconstrução mamária, há uma significativa melhora da autoestima das mulheres, diminuindo em muito o impacto psicológico da ressecção do tumor”, afirma, explicando que ressecção do tumor é a intervenção cirúrgica curativa, propriamente dita, para a retirada total ou parcial da mama. “A cirurgia de reconstrução mamária é o resgate do maior símbolo da feminilidade”, destaca.

O dr. Alexandre Audi ainda salienta que a escolha da técnica de reconstrução envolve uma avaliação múltipla, que deve ter início na fase pré-operatória, e que o procedimento pode ser feito de forma imediata ou tardia, dependendo da indicação médica. “Para a reconstrução podem ser utilizados tecidos autógenos, ou seja, do próprio corpo, retirados, por exemplo, das próprias mamas, costas, abdômen e até mesmo pele da virilha para a aréola ou próteses de silicone, sempre com o objetivo final na restauração das mamas e no mínimo impacto psicológico para as pacientes”, conclui.

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SOBRE O DR. ALEXANDRE AUDI – Formado pela Faculdade de Medicina da USP-SP, é membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica (SBPC), especialista em Cirurgia Plástica pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, cirurgião plástico do Hospital da Aeronáutica de São Paulo e do Núcleo de Feridas Complexas do Hospital Sírio-Libanês. Ele realizou internato médico com equivalência na conceituada Harvard Medical School em Boston e fellowship em Microcirurgia Reconstrutiva e Reconstrução Mamária no Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo, após o término da residência médica de cirurgia geral e cirurgia plástica neste mesmo hospital.

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